Top StopPorto
← Todos os artigos

Pneu gasto: os sinais que avisam antes da troca

Nem sempre o motivo para trocar o pneu é o sulco raso. TWI, desgaste irregular, bolha na lateral e até a validade contam a história. Veja o que cada sinal quer dizer.

Técnica agachada examinando um pneu e uma roda de liga leve

Conteúdo produzido a partir de material publicado porBlog da Porto — Como saber a hora certa de trocar os pneus?

Uma cliente trouxe o carro para calibrar os pneus antes de uma viagem e fez a pergunta certa: “como eu sei se já está na hora de trocar, ou se dá para rodar mais um pouco?” A resposta não está só no sulco raso — tem sinal que aparece na lateral do pneu, sinal que aparece na forma como o carro freia, e até um sinal que não tem nada a ver com quilometragem rodada.

TWI: o indicador que já vem dentro do pneu

Todo pneu sai de fábrica com um “avisador” embutido: o TWI, sigla para Tread Wear Indicator — indicador de desgaste da banda de rodagem, em português. É uma borrachinha discreta dentro dos sulcos, posicionada na altura exata em que a borracha já não tem profundidade suficiente para escoar água e manter aderência.

Quando o desenho do pneu chega no nível dessa marca, o aviso é claro: é hora de trocar. Vale o hábito de olhar os sulcos de vez em quando, não só quando o pneu já está visivelmente careca.

Desgaste irregular, bolha ou corte pedem atenção imediata

Nem todo pneu gasta de forma uniforme. Se um lado está mais raso que o outro, ou se a parte central está mais desgastada que as bordas, isso costuma apontar para calibragem ou alinhamento fora do ideal — e vale investigar a causa, não só trocar o pneu e esperar que o próximo dure mais.

Já bolhas, cortes e outras deformações na lateral são outra categoria de problema: não é desgaste normal que se acompanha com calma, é dano estrutural. Uma bolha indica que a estrutura interna do pneu já rompeu em algum ponto, e o risco de estourar em uso é real. Ao notar qualquer deformação assim, o caminho é substituir o quanto antes, sem esperar o próximo agendamento de revisão.

O clima muda o que o pneu precisa

Mudança de estação pesa mais no pneu do que parece. Em época de chuva mais intensa, o sulco em boas condições é o que garante que a água seja escoada em vez de fazer o pneu boiar sobre a pista — o efeito aquaplanagem. Em regiões com frio mais forte, a aderência ao solo também muda.

Tem um detalhe que passa despercebido: a temperatura interfere na pressão interna do pneu. Uma queda ou subida brusca de temperatura pode deixar a calibragem fora do ponto sem que o motorista tenha feito nada de diferente. Por isso vale reconferir a pressão sempre que o clima mudar de forma mais brusca, não só na revisão programada.

Pneu remendado pede olhar mais frequente

Um pneu que já passou por reparo — depois de furar com um prego, por exemplo — não volta a ter a mesma vida útil de um pneu que nunca precisou de conserto. O ponto reparado é, por natureza, um ponto mais frágil que o resto da estrutura.

Isso não significa que o reparo foi malfeito ou que o pneu precisa ser trocado na hora. Significa que ele merece ser observado com mais frequência do que os outros três, de olho em qualquer sinal de desgaste ou deformação surgindo mais rápido naquele ponto específico.

Quando o carro avisa pela frenagem

Nem sempre o primeiro sinal aparece olhando o pneu — às vezes aparece na forma como o carro se comporta. Se a frenagem está demorando mais que o normal para o carro parar, ou se o volante “foge” um pouco na hora de frear, mesmo sem nenhum corte ou bolha visível, isso já indica perda de aderência.

É um sinal que merece ser levado a sério mesmo sem desgaste aparente, porque diz respeito direto à distância que o carro leva para parar — e essa distância é exatamente o que separa uma frenagem de rotina de um susto no trânsito.

A validade que está escrita no pneu, mesmo sem rodar muito

Pneu também tem prazo de validade, e não é sobre quilometragem: é sobre tempo. Em geral, esse prazo gira em torno de cinco anos a partir da fabricação — mesmo que o pneu tenha rodado pouco ou ficado praticamente parado no estepe. A borracha resseca e perde flexibilidade com o tempo, e isso aumenta o risco de falha mesmo num pneu com sulco aparentemente bom.

Para descobrir a idade do seu, procure na lateral do pneu um código junto da palavra “DOT”. Os quatro últimos números desse código indicam a semana e o ano de fabricação — por exemplo, “2223” significa a 22ª semana de 2023. Basta somar cinco anos a essa data para ter uma ideia de quando ele deveria ser substituído, independentemente do uso.

Na Top Stop, a inspeção dos pneus já faz parte da rotina de revisão, e vale aproveitar qualquer visita à oficina para confirmar o TWI, procurar deformações e conferir o código DOT dos quatro pneus e do estepe. Depois de uma troca, alinhamento e balanceamento ajudam o pneu novo a desgastar de forma uniforme desde o início — e é um bom momento para colocar isso em dia.

Fonte:Blog da Porto — Como saber a hora certa de trocar os pneus?